A Binance anunciou na noite de sexta, 30/10, um plano para retomar em fases os saques suspensos depois do ataque de cerca de US$ 6,3 bilhões noticiado em 30/10. Segundo o Bitcoin.com News, a exchange reservou mais de US$ 6,34 bilhões de recursos próprios para cobrir as perdas, dos quais US$ 5 bilhões nos mesmos ativos afetados, e informou que cerca de US$ 3 bilhões foram congelados nas redes. A retomada começaria cerca de 34 horas depois do anúncio, sujeita a verificações de segurança. Até a manhã deste sábado, a redação não localizou confirmação de que os saques voltaram.
Pela versão preliminar da Binance, o ataque começou por volta das 20h05 (UTC) de 29/10, a partir do notebook comprometido de um engenheiro de infraestrutura, e não há evidência de vazamento de chaves privadas. A empresa prometeu publicar na segunda-feira, 2/11, os resultados de uma prova de reservas.
Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump disse que o governo está examinando o caso, e o presidente da CFTC, Michael Selig, afirmou que o episódio confirma a necessidade das regras propostas pela comissão para o mercado cripto, segundo o The Block. No Brasil, onde opera pela BBrasil SPSAV, a Binance afirmou que os ativos virtuais dos clientes do país estão segregados, como exige o Banco Central, e mantidos em carteiras frias, e que os saques foram suspensos de forma preventiva, segundo o BitNotícias. A redação não localizou manifestação pública do BC ou da CVM sobre o ataque.