A Binance informou, no terceiro boletim de recuperação publicado em 31 de outubro, que a prova de reservas com conhecimento zero (ZK) sobre a posição de 31/10, às 0h UTC, só ficará pronta na terça-feira, 3 de novembro (UTC), porque o cálculo leva de 40 a 50 horas. A expectativa anterior era segunda-feira, 2/11. No mesmo comunicado, a corretora disse ter separado mais de US$ 6,34 bilhões de recursos próprios e que a cobertura dos ativos afetados pelo ataque chegou a 90%, com 100% em BTC, ETH, USDT, BNB, SOL, USDC, XRP, USD1, RLUSD e ZEC; o restante são tokens fora dos dez maiores, mais difíceis de recomprar.

Os saques de criptoativos, suspensos desde sexta-feira, 30/10, voltaram no domingo, 1º/11, a partir das 6h UTC, numa primeira fase com 15 redes. Segundo dados da própria corretora divulgados pelo Livecoins, entre 6h e 15h30 UTC foram US$ 4,649 bilhões em saques e US$ 1,01 bilhão em depósitos, saída líquida de cerca de US$ 3,64 bilhões, 2,1% dos US$ 171 bilhões em custódia informados na auditoria de 28/10. A Binance Brasil disse ao site que os saques em reais e a negociação interna não foram interrompidos.

O Bitcoin.com registra que os ativos da corretora rastreados pelo DefiLlama caíram de cerca de US$ 144,9 bilhões em 29/10 para US$ 128,31 bilhões no início de 2/11. A Binance não deu data para a próxima fase de liberação. O ataque e a reserva de US$ 6,34 bilhões foram noticiados pelo Carta Circular em 30/10 e 31/10.