A poupança teve captação líquida negativa de R$ 9,4 bilhões em setembro, e o saldo da caderneta recuou 0,4%, para R$ 1,0 trilhão, segundo os agregados monetários divulgados pelo Banco Central em 29 de outubro, na nota de Estatísticas Monetárias e de Crédito. No mesmo mês, o M2, que soma ao dinheiro em circulação e aos depósitos à vista os depósitos de poupança, os depósitos a prazo e os títulos emitidos pelos bancos, cresceu 0,8%, para R$ 7,9 trilhões.
A alta do M2 veio dos depósitos a prazo, que subiram 1,2%, para R$ 4,1 trilhões, das letras financeiras, com alta de 1,6% e saldo de R$ 759 bilhões, e das letras de crédito, com alta de 0,7% e saldo de R$ 1,2 trilhão. No M3, que somou R$ 14,2 trilhões, as operações compromissadas com títulos públicos cresceram 6,9% e com títulos privados, 18,2%, enquanto as cotas de fundos monetários tiveram a primeira queda do ano, de 0,7%. O M4 chegou a R$ 16,0 trilhões, alta de 11% em doze meses.
A base monetária terminou setembro em R$ 434,9 bilhões, alta de 0,5% no mês e de 1,2% em doze meses. Os fatores de expansão foram as operações com títulos públicos federais, de R$ 63,2 bilhões, e do Tesouro Nacional, de R$ 6,7 bilhões; contraíram a base os depósitos de instituições financeiras, de R$ 23,3 bilhões, as operações do setor externo, de R$ 19,8 bilhões, e as com derivativos, de R$ 2,8 bilhões. Os meios de pagamento restritos, o M1, somaram R$ 654,2 bilhões, alta de 0,2%.