O dólar comercial fechou a segunda-feira, 26/10, em alta de 8,21%, a R$ 5,403, a maior valorização diária desde 13 de janeiro de 1999, segundo a Agência Brasil. Foi o primeiro pregão depois da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com 51,79% dos votos válidos. A moeda chegou a R$ 5,605 pela manhã. O Banco Central não fez leilão extraordinário: realizou apenas o leilão de rolagem de swap previsto no cronograma, em que aceitou 75 mil contratos, equivalentes a US$ 3,75 bilhões, com taxas de corte de 5,8340 e 5,6900 (Comunicado 46.181), e, para hoje, ampliou a oferta para até 80 mil contratos (Comunicado 46.184), contra até 75 mil nos leilões anteriores da rolagem.

O Ibovespa caiu 13,88%, para 176.608,23 pontos, a maior queda diária desde março de 2020. Às 9h57 a B3 acionou o circuit breaker, que suspende os negócios por 30 minutos, o primeiro desde o início da pandemia. Na mínima do dia, o índice recuou mais de 17%. O volume negociado foi de R$ 88,6 bilhões, mais de três vezes a média diária, e o índice passou a acumular queda de 5,22% em outubro.

As ações do setor financeiro lideraram as perdas. Segundo o InfoMoney, B3 fechou em queda de 36,28%, Banco do Brasil de 29,33%, BTG Pactual de 24,83%, Bradesco de 21,70%, Itaú de 13,66% e Santander de 4,47%. Nos juros futuros, as taxas dos contratos de 2029 a 2035 subiram entre 2,5 e 2,7 pontos percentuais, para cerca de 15,2% ao ano.

O BC tem hoje às 11h30 o leilão de rolagem com a oferta ampliada e, às 11h, a coletiva do Relatório de Estabilidade Financeira. O Copom se reúne em 3 e 4 de novembro, com a Selic em 13,75%.