O dólar à vista fechou a sexta-feira, 30 de outubro, a R$ 5,446, alta de 1,09% no dia e maior valor de fechamento de 2026, segundo a Agência Brasil. Na semana seguinte ao segundo turno da eleição presidencial, a moeda acumulou alta de 9,15%, a maior valorização semanal desde outubro de 2008. Em outubro, subiu 5,27%, e no ano passou a acumular alta de 0,81%. Parte da oscilação da sexta foi associada à formação da Ptax de fim de mês, a taxa do Banco Central usada na liquidação de contratos futuros de câmbio.

O Ibovespa recuou 0,75% na sexta, para 167.921,80 pontos, no quinto pregão seguido de queda. Na semana, a perda foi de 18,12%, a maior desde março de 2020, e no mês, de 9,88%, o pior resultado desde junho de 2022. Na segunda-feira, 26, a queda do índice acionou o circuit breaker da B3, como o Carta Circular registrou em 27 de outubro. A agência atribui o movimento à reavaliação de posições depois do resultado eleitoral, à expectativa sobre a equipe econômica e as medidas fiscais do próximo governo, à saída de recursos estrangeiros, à procura por proteção antes do feriado e à queda de ações de tecnologia no exterior.

Com o feriado de Finados, o mercado volta a funcionar na terça-feira, 3 de novembro, primeiro dia da reunião do Copom, que anuncia a decisão sobre a Selic, hoje em 13,75% ao ano, na quarta-feira, 4. A expectativa para a reunião está na nota de sábado. Na quarta, o BC também começa a rolagem dos contratos de swap cambial que vencem em 1º de dezembro.